Piracicaba
Piracicaba, Brazil

Ensaio de Permeabilidade em Campo (Lefranc/Lugeon) em Piracicaba

A perfuratriz já estava posicionada sobre a camada de diabásio alterado quando o engenheiro responsável pela obra na região do Santa Rita nos chamou. O lençol freático apareceu antes do previsto, e a vazão de projeto da drenagem precisava ser confirmada com urgência. Em Piracicaba, a alternância entre siltitos da Formação Tatuí e intrusivas básicas cria aquíferos fraturados muito heterogêneos — a condutividade hidráulica pode variar uma ordem de grandeza em poucos metros. Nessas situações, o ensaio de permeabilidade in situ com carga constante ou variável é a única forma de obter parâmetros confiáveis para rebaixamento de lençol e dimensionamento de filtros. Nossa equipe executa rotineiramente ensaios Lefranc em furos de sondagem e Lugeon em maciços rochosos, sempre com registro contínuo de pressão e vazão conforme as diretrizes da ABNT.

Em aquíferos fraturados de Piracicaba, a condutividade hidráulica pode variar de 10⁻⁷ a 10⁻³ m/s em menos de dois metros de profundidade.

Metodologia aplicada em Piracicaba

Um erro frequente que observamos em obras de médio porte na cidade é confiar exclusivamente em correlações de laboratório para estimar o coeficiente de permeabilidade. Amostras indeformadas em solo saprolítico de diabásio, comum nos bairros altos como Vila Independência, frequentemente se desagregam durante o transporte, e o resultado do permeâmetro de carga variável acaba subestimando a condutividade real do maciço fraturado. O ensaio Lefranc resolve isso ao testar um trecho isolado do furo abaixo do revestimento, medindo a vazão de regime sob carga hidráulica controlada. Já o ensaio Lugeon, que aplicamos em rochas fraturadas do Aquífero Serra Geral, utiliza obturadores pneumáticos e cinco patamares de pressão para avaliar o comportamento hidromecânico das descontinuidades. Em projetos que exigem escavações profundas, complementamos a investigação com o ensaio CPT para estratigrafia contínua e definição precisa das zonas de maior permeabilidade.
Ensaio de Permeabilidade em Campo (Lefranc/Lugeon) em Piracicaba
Ensaio de Permeabilidade em Campo (Lefranc/Lugeon) em Piracicaba
ParâmetroValor típico
Método de ensaioLefranc (carga constante/variável) e Lugeon (obturador duplo)
Norma técnicaABNT NBR 16712:2020 e recomendações ISRM
Diâmetro do trecho ensaiadoN ou H (Lefranc) / NX a BX (Lugeon)
Patamares de pressão (Lugeon)5 ciclos conforme Houlsby (0.5 a 1.0 MPa)
Coeficiente de permeabilidade (k)10⁻⁸ a 10⁻³ m/s (faixa operacional)
Registro de dadosTransdutor digital com datalogger a cada 30 segundos
Unidade Lugeon1 U.L. = 1 l/min por metro de furo a 1 MPa

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Desafios técnicos típicos em Piracicaba

Piracicaba cresceu sobre os terraços do rio homônimo, e a expansão urbana em direção às áreas de cabeceira do Aquífero Guarani expôs um problema que antes só preocupava hidrogeólogos: a interconexão hidráulica entre o solo superficial e os aquíferos profundos. Empreendimentos próximos à zona de recarga, especialmente condomínios com subsolos múltiplos, alteram o fluxo subterrâneo local e podem induzir recalques por rebaixamento do lençol em edificações vizinhas. O ensaio de permeabilidade em campo, executado em furos estratégicos, permite mapear a vulnerabilidade do aquífero antes da intervenção. Em 2023, acompanhamos uma obra no bairro Alto onde a adoção de paredes diafragma com base selada em rocha sã foi decidida com base nos resultados de Lugeon — sem essa campanha, a escavação teria provocado o colapso hídrico de poços rasos num raio de trezentos metros.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 16712:2020 - Execução de ensaios de permeabilidade em furos de sondagem, ABNT NBR 6484:2020 - Execução de sondagens de simples reconhecimento dos solos, ISRM Suggested Method for Lugeon Test (1988), ABNT NBR 15495-1:2007 - Poços de monitoramento de águas subterrâneas

Nossos serviços

Nossa atuação em Piracicaba cobre desde a campanha exploratória até o relatório final com parâmetros de projeto. Os dois pacotes principais que entregamos na região são:

Ensaio Lefranc em solo e rocha alterada

Executado no interior de furos de sondagem SPT, com isolamento do trecho por revestimento e medição de vazão estabilizada sob carga constante. Ideal para projetos de rebaixamento de lençol, drenagem de fundações e dimensionamento de filtros em solos residuais e saprolíticos da região.

Ensaio Lugeon em maciço rochoso fraturado

Utiliza obturador duplo inflável para isolar trechos de rocha fraturada, com aplicação de cinco patamares de pressão. O resultado em unidades Lugeon orienta o projeto de injeções de impermeabilização, cortinas de vedação em barragens e escavações em rocha nas áreas de ocorrência do Aquífero Serra Geral.

Perguntas comuns

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O ensaio Lefranc é aplicado em solos e rochas muito alteradas, geralmente abaixo do revestimento do furo de sondagem, medindo a vazão sob carga constante ou variável. O ensaio Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados e utiliza obturadores pneumáticos para isolar um trecho do furo, aplicando cinco patamares de pressão conforme o método de Houlsby. A unidade Lugeon (1 U.L. = 1 l/min por metro a 1 MPa) quantifica diretamente a fraturamento hidraulicamente ativo da rocha.

Quantos ensaios de permeabilidade são necessários em Piracicaba?

Depende da variabilidade geológica da área. Em terrenos da Formação Tatuí com intercalações de siltito e diabásio, recomendamos no mínimo um ensaio a cada 200 m² de projeção, alternando profundidades para capturar horizontes de fraturamento distintos. Em lotes homogêneos sobre solo residual, três ensaios bem distribuídos costumam ser suficientes para a caracterização preliminar.

Qual o custo médio de um ensaio de permeabilidade in situ?

O valor de referência para um ensaio Lefranc completo, incluindo mobilização de equipe e equipamento em Piracicaba, parte de R$ 100.000 por campanha. O ensaio Lugeon, por demandar obturadores especiais e bomba de alta pressão, tem custo superior — o orçamento final depende da profundidade dos trechos a ensaiar e do número de patamares de pressão solicitados.

O ensaio altera as condições do aquífero local?

O volume de água injetado durante o ensaio é pequeno em relação ao aquífero e o teste tem duração controlada — tipicamente de 10 a 20 minutos por patamar de pressão. Seguimos protocolos rigorosos da ABNT NBR 16712 para evitar contaminação cruzada entre aquíferos, utilizando água limpa e desinfecção dos equipamentos. Após o ensaio, o furo é selado com calda de cimento-bentonita para restabelecer o confinamento original.

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