A perfuratriz já estava posicionada sobre a camada de diabásio alterado quando o engenheiro responsável pela obra na região do Santa Rita nos chamou. O lençol freático apareceu antes do previsto, e a vazão de projeto da drenagem precisava ser confirmada com urgência. Em Piracicaba, a alternância entre siltitos da Formação Tatuí e intrusivas básicas cria aquíferos fraturados muito heterogêneos — a condutividade hidráulica pode variar uma ordem de grandeza em poucos metros. Nessas situações, o ensaio de permeabilidade in situ com carga constante ou variável é a única forma de obter parâmetros confiáveis para rebaixamento de lençol e dimensionamento de filtros. Nossa equipe executa rotineiramente ensaios Lefranc em furos de sondagem e Lugeon em maciços rochosos, sempre com registro contínuo de pressão e vazão conforme as diretrizes da ABNT.
Em aquíferos fraturados de Piracicaba, a condutividade hidráulica pode variar de 10⁻⁷ a 10⁻³ m/s em menos de dois metros de profundidade.
Metodologia aplicada em Piracicaba

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Desafios técnicos típicos em Piracicaba
Piracicaba cresceu sobre os terraços do rio homônimo, e a expansão urbana em direção às áreas de cabeceira do Aquífero Guarani expôs um problema que antes só preocupava hidrogeólogos: a interconexão hidráulica entre o solo superficial e os aquíferos profundos. Empreendimentos próximos à zona de recarga, especialmente condomínios com subsolos múltiplos, alteram o fluxo subterrâneo local e podem induzir recalques por rebaixamento do lençol em edificações vizinhas. O ensaio de permeabilidade em campo, executado em furos estratégicos, permite mapear a vulnerabilidade do aquífero antes da intervenção. Em 2023, acompanhamos uma obra no bairro Alto onde a adoção de paredes diafragma com base selada em rocha sã foi decidida com base nos resultados de Lugeon — sem essa campanha, a escavação teria provocado o colapso hídrico de poços rasos num raio de trezentos metros.
Nossos serviços
Nossa atuação em Piracicaba cobre desde a campanha exploratória até o relatório final com parâmetros de projeto. Os dois pacotes principais que entregamos na região são:
Ensaio Lefranc em solo e rocha alterada
Executado no interior de furos de sondagem SPT, com isolamento do trecho por revestimento e medição de vazão estabilizada sob carga constante. Ideal para projetos de rebaixamento de lençol, drenagem de fundações e dimensionamento de filtros em solos residuais e saprolíticos da região.
Ensaio Lugeon em maciço rochoso fraturado
Utiliza obturador duplo inflável para isolar trechos de rocha fraturada, com aplicação de cinco patamares de pressão. O resultado em unidades Lugeon orienta o projeto de injeções de impermeabilização, cortinas de vedação em barragens e escavações em rocha nas áreas de ocorrência do Aquífero Serra Geral.
Perguntas comuns
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O ensaio Lefranc é aplicado em solos e rochas muito alteradas, geralmente abaixo do revestimento do furo de sondagem, medindo a vazão sob carga constante ou variável. O ensaio Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados e utiliza obturadores pneumáticos para isolar um trecho do furo, aplicando cinco patamares de pressão conforme o método de Houlsby. A unidade Lugeon (1 U.L. = 1 l/min por metro a 1 MPa) quantifica diretamente a fraturamento hidraulicamente ativo da rocha.
Quantos ensaios de permeabilidade são necessários em Piracicaba?
Depende da variabilidade geológica da área. Em terrenos da Formação Tatuí com intercalações de siltito e diabásio, recomendamos no mínimo um ensaio a cada 200 m² de projeção, alternando profundidades para capturar horizontes de fraturamento distintos. Em lotes homogêneos sobre solo residual, três ensaios bem distribuídos costumam ser suficientes para a caracterização preliminar.
Qual o custo médio de um ensaio de permeabilidade in situ?
O valor de referência para um ensaio Lefranc completo, incluindo mobilização de equipe e equipamento em Piracicaba, parte de R$ 100.000 por campanha. O ensaio Lugeon, por demandar obturadores especiais e bomba de alta pressão, tem custo superior — o orçamento final depende da profundidade dos trechos a ensaiar e do número de patamares de pressão solicitados.
O ensaio altera as condições do aquífero local?
O volume de água injetado durante o ensaio é pequeno em relação ao aquífero e o teste tem duração controlada — tipicamente de 10 a 20 minutos por patamar de pressão. Seguimos protocolos rigorosos da ABNT NBR 16712 para evitar contaminação cruzada entre aquíferos, utilizando água limpa e desinfecção dos equipamentos. Após o ensaio, o furo é selado com calda de cimento-bentonita para restabelecer o confinamento original.